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30 de maio de 2014

>Urnas eletrônicas e fraudes

As urnas eletrônicas utilizadas no Brasil são cofiáveis? Esta é uma pergunta simples, mas é um tema pouco debatido. A resposta de outros países muito mais desenvolvidos que o nosso é clara. Não são confiáveis, pois um computador é vulnerável a invasões.

Há várias formas de fraudar os resultados: por exemplo, é possível um comando que a cada três votos, um seja desviado para um determinado candidato mesmo que o eleitor tenha teclado o numero de outro. Urnas eletrônicas foram inspecionadas por especialistas em informática na Europa, que concluíram que é impossível saber se os resultados fornecidos correspondem às escolhas feitas. Resumindo, as urnas são inseguras e vulneráveis.

Por que países como Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e dezenas de outros de Primeiro Mundo se recusam a usar as urnas eletrônicas? Será que eles não possuem tecnologia? Para eles o motivo é claro: as urnas eletrônicas não são seguras e não estão a serviço da democracia verdadeira.

Enquanto Holanda e Alemanha consideram “criminosas” as urnas que utilizamos no Brasil, aqui alardeamos que conseguimos os resultados poucas horas após o pleito. Os poucos com coragem para expor essa situação vergonhosa sumiram ou foram assassinados, segundo o deputado Federal Fernando Chiarelli, do PDT, que afirmou ter recebido ameaças de morte desde que começou em 2013 a denunciar fraudes nas urnas brasileiras.

Devido à impossibilidade de auditoria na gravação dos resultados dos votos, as urnas foram rejeitadas em mais de 50 países sérios e declarada inconstitucionais em alguns. Em dezembro de 2012, um jovem hacker conhecido como “Rangel” mostrou para mais de 100 pessoas na Sociedade dos Engenheiros, no Rio de Janeiro, como interceptou os dados do sistema intranet da Justiça Eleitoral e modificou os resultados sem. ser detectado. Na época, um crime grave foi denunciado, mas nada foi feito. Logo depois, o hacker sumiu de cena e a mídia nunca mais falou sobre o assunto.

Também tivemos o caso de alunos da Universidade de Brasília que violou as urnas em uma série de testes, mas o então ministro Ricardo Lewandowski (lembra-se dele no mensalão?) se apressou em dizer que em uma situação real isso seria impossível. O fato é o seguinte: as maquinas são burras e os homens no poder sabem disso. Também sabem que vão fazerem o que quiserem. Acredito que as questões e dúvidas levantadas em outros países deveriam passar por amplo debate público, mas os grandes meios de comunicação não tocam no assunto. O governo prefere o discurso ridículo que exportamos tecnologia e democracia.

(a) Célio Pezza é escritor, colunista 
de sites e jornais e autor de sete livros
http://facebook.com.br/celio.pezza


23 de maio de 2014

>Tudo em nome da segurança

Ele estava certo quando disse: 
"Eu temo o dia que a tecnologia 
ultrapasse nossa interação humana. 
E o mundo terá uma geração de idiotas." 
Albert Einstein 

Digitei uma, duas vezes.  Confesso que insisti com o caixa do posto de combustíveis que minha senha estava correta. Podia está, mas, não para aquele cartão no momento. Senti-me um dos idiotas que Einstein já previa. Não sei se é a tecnologia dominando o homem ou vice-versa. Pergunta difícil, mas fico com a primeira opção. Que atire a primeira pedra quem nunca esqueceu alguma senha.

Nos tempos atuais nossa vida está virando um emaranhado de letras e números, são elas que compõem as várias senhas que usamos em nosso dia a dia. É senha pra tudo. Ah que saudade do tempo que eu não precisava de nada disso. Tinha minhas preocupações como todos, menos em guardar um monte de números na memória que já está ficando cansada com o passar do tempo. Hoje em dia temos senhas pra tudo que é serviço. Basta imaginar, precisamos das senhas dos cartões que usamos senhas de destravamento da tela do celular, do computador, da televisão e assim por diante.

Tudo isso em nome da segurança. Mesmo assim os criminosos conseguem invadir vários sistemas e vasculhar a vida do cidadão como bem entender, muitas vezes, usando seus dados para aplicarem golpes. Os bancos então nem se fala!  Cada dia investe mais em tecnologia para dificultar o acesso a seus caixas eletrônicos de autoatendimento. Pra isso cobra o olho da cara em taxas dos consumidores, são os que na verdade é quem pagam o pato. E eles (os banqueiros) lucram bilhões. Só que a maioria dos brasileiros não tem nenhuma afinidade com esse avanço tecnológico que ainda é muito recente.

Pra se ter uma ideia, com a população idosa, não é difícil observar nas filas dos caixas eletrônicos, principalmente, em dia de pagamento dos aposentados, a maioria deles, aguardando ajuda dos funcionários dos bancos para sacar dinheiro ou pagar suas contas. Aproveitando desse desconhecimento, muitos acabam sendo lesados em suas economias por pessoas desonestas. Já tem equipamento que necessita da colocação das digitais. Será que os brasileiros estão preparados? A resposta é não! Estamos chegando ao ponto que daqui a pouco vai ficar inviável o uso dessas máquinas por pessoas sem um mínimo de conhecimento em informática.

Estamos caminhando a passos largos enquanto as máquinas ditam as regras. Somos dependentes da tecnologia pra tudo em nossa vida. Quando o sistema falha o mundo, literalmente, pára. Imaginemos as casas do futuro. Não terão chaves, mas senhas para que possamos entrar e sair. De repente, depois de um longo dia de trabalho você chega em sua casa e esquece a senha. Vai ficar do lado de fora ou vai ter de chamar um hacker para quebrar o sistema de segurança de sua casa pra você entrar.       (a) J Araújo             

23/05/14

17 de maio de 2014

>Vários serviços podem ser agendados por vários meios de comunicação, inclusive pelas redes sociais.

Pode existir serviço público de qualidade? Claro que sim! Nós temos a mania de falar de mal do serviço público. Dificilmente vamos encontrar alguém elogiando. É raro. Pelo menos eu nunca vi. Mas devemos deixar nosso orgulho de lada e, também, elogiar quando existe um serviço público de qualidade. Prestado de forma rápida sem muita burocracia. E esse serviço público de qualidade existe de fato e não é em nenhum país do primeiro mundo.

É bem aqui no Brasil, para ser mais exato, no Estado de São Paulo. Estou falando do Poupa Tempo, um modelo de serviço público de qualidade que serve de exemplo para outros Estados da federação. Faz jus ao nome que leva.

Quem dera todos os serviços públicos prestados no País fosse igual ao prestado nas unidades daquela instituição.  Não tínhamos tanto do que reclamar. Quando entramos em uma unidade, logo na entrada, encontramos um balcão para informações internas.

Logo somos encaminhados para outro balcão de triagem para sabermos o quais taxas devemos pagar. Saímos dali com os valores e em seguida somos encaminhados para o banco que fica dentro da instituição. Vários serviços podem ser agendados por vários meios de comunicação, inclusive pelas redes sociais. O Estado disponibiliza, ainda, unidades móveis que percorrem regiões do onde não existem o serviço. 

Assim que pagamos todas as taxas e tributos apresentamos isso em outro balcão que providencia a confecção do documento exigido. Tudo isso, dependendo do tipo de serviço, em menos de duas horas. Por mais filas que pegamos, porém, todas com bastante agilidade no atendimento.

E o mais vantajoso de tudo isso, não somos explorados por despachantes que cobram o olho da cara pelos mesmos serviços. Por mais que discorde do governo do Estado em vários aspectos, como no caso dos pedágios, nesse quesito está de parabéns. 
(a) J Araújo

11 de maio de 2014

>Trem bala entra em operação sem propaganda do governo

Imagem: Arquivo pessoal
O tempo passa rápido demais, às vezes nem percebemos. Parece que foi ontem que o povo brasileiro foi às urnas para eleger a primeira mulher para governar o Brasil, e escolheram Dilma Rousseff, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das muitas promessas feitas foi construir o TAV, trem de alta velocidade, também conhecido como trem bala. Foi uma das muitas promessas de campanha não cumpridas. O tempo passou e o trem não foi construído, também não perdemos grandes coisas, seria mais ou menos igual à copa do mundo, um saco sem fundo. Mesmo dizendo que não seria o governo que iria gerir a operação nem mesmo o projeto de execução, com certeza, muito dinheiro ia sair dos cofres públicos.

Estamos mais uma vez em ano eleitoral mais uma vez. O governo colocou em operação o trem bala sem nenhum alarde. Novas promessas irão surgir para tentar enganar mais uma vez o povo, e conseguirão. Em ano eleitoral todos os problemas tem solução nas mãos dos nossos políticos. Para isso, não medem esforços para chegar até o eleitor. Gastam solas e mais solas de sapatos à caça de votos. Mas voltando ao assunto do trem bala, achei a ideia do governo de abandonar a proposta muito boa. Afinal de contas, o preço da passagem que estava sendo projetada de Campinas, SP, de onde o famoso trem ia partir estava fora da realidade.

Ao invés de trem bala, que tal o governo pensar nos trens regionais de passageiros, modernizando a malha ferroviária existentes. Milhares de quilômetros trilhos e estações estão abandonados podendo ser utilizados com investimentos do próprio governo. Isso tiraria milhares de veículos das rodovias melhorando o meio ambiente. Vamos pensar nisso!
(a) J Aráujo

3 de maio de 2014

>Joaquim Barbosa determina o retorno imediato de Genoíno para a prisão

José Genoíno, preso em novembro do ano passado em São Paulo, o ex-dirigente do PT foi levado para Brasília junto com outros condenados do mensalão, como ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.  O ex-deputado ficou menos de uma semana no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Deixou o estabelecimento depois de reclamar de problemas cardíacos. Passou por avaliação médica e foi autorizado pelo Presidente do STF Ministro Joaquim Barbosa, a cumprir a pena em prisão domiciliar pelo prazo de 90 dias até a nomeação de uma junta médica independente, o que ocorreu na esta semana.

Diante da conclusão dosa resultados atestando que a saúde do condenado é satisfatória é mesmo devia retornar imediatamente para o regime semiaberto. Diante da decisão o mesmo se apresentou.  O que chama atenção nesse caso é o fato do ex-deputado dizer que não tem dinheiro e sempre ser atendido em hospitais particulares com os melhores médicos do país. Tem inclusive um médico particular, Dr. Geniberto Paiva Campos, que o acompanha sempre, será que isso é feito de graça?  Tanto é verdade, que segundo um de seus advogados, Luiz Fernando Pacheco, está prevista uma nova avaliação para próxima terça-feira (7), no Hospital Sírio Libanês. 

Enquanto isso o trabalhador comum esperneia, isso quando tem forças, em filas de hospitais, postos de saúde e prontos socorros do Brasil inteiro morrendo sem assistência médica.  Como podemos ver a inversão de valor nesse país é tamanha que muitas vezes nos envergonhamos do lugar onde vivemos.  Os governantes fazem propaganda dizendo que a saúde melhorou, mas não vemos nenhum deles fazer uso do SUS (Sistema Único de Saúde). Quando precisa, um dos primeiros lugares em termos de assistência médica é o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Se todo brasileiro que necessitasse de tratar da saúde pudesse ser atendido por equipes especializadas como as que dispõem aquele hospital, com certeza, teríamos um tratamento de primeiro mundo.
(a) J Araújo

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