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29 de janeiro de 2009

>SOS - Mata Atlântica

Foto: Arquivo pessoal
Fortalecer a regulamentação é desafio para políticas públicas ambientais em 2009. O último ano trouxe diversas conquistas para a Mata Atlântica e para o meio ambiente. Em 2009 a Fundação SOS Mata Atlântica se dedicará a ampliar e fortalecer estes avanços. As principais ações neste sentido visam o diálogo e a participação na discussão das regulamentações feitas pelo setor público.

“O trabalho para este ano é garantir que as conquistas se tornem uma realidade e não fiquem apenas no papel”, reforça Mario Mantovani, diretor de mobilização da instituição. A seguir você confere algumas das ações que a SOS Mata Atlântica pretende executar neste novo ano. Lei da Mata Atlântica – A aprovação do decreto da Lei da Mata Atlântica é uma destas vitórias. Após 14 anos de tramitação no Congresso Nacional, a Lei de autoria do deputado Fabio Feldmann foi sancionada em 2006 e em novembro do último ano o presidente Luis Inácio Lula da Silva assinou o decreto, referendando a legislação.

Agora, o próximo passo é lutar para que essas leis sejam cumpridas. Uma questão importante que diz respeito ao meio ambiente e que complementa a Lei da Mata Atlântica é a aprovação do Projeto de Lei 6424, que define a questão da Reserva Legal, ditando como deverão ser as áreas de proteção dentro de propriedades rurais.

Para entender mais sobre a Lei da Mata Atlântica leia entrevista com o diretor de mobilização da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani. Frente Parlamentar Ambientalista – Criada em 2007, a Frente Parlamentar Ambientalista busca acompanhar e contribuir para as questões ligadas ao meio ambiente, que estejam relacionadas ao governo e a sociedade civil. No final de 2008, este movimento criou a Frente Nacional de Vereadores Ambientalistas com o objetivo de convidar os representantes a participar da discussão e a adotar diretrizes sustentáveis.

Estes grupos são peças importantes para a organização do debate sobre o meio ambiente, principalmente no que diz respeito à legislação. Assim, os representantes políticos podem agir de forma mais eficaz em suas esferas. A Fundação SOS Mata Atlântica apóia e participa desta iniciativa, com a intenção de colaborar para uma melhor compreensão dos problemas ambientais pelos representantes eleitos. IR Ecológico – O Imposto de Renda (IR) Ecológico é uma medida que fará com que pessoas físicas e jurídicas possam deduzir até 6% do imposto de renda devido para a aplicação em projetos de conservação do meio ambiente e promoção do uso sustentável dos recursos naturais.

O Projeto de Lei (PL) nº 5.974/2005, que regulamenta a medida, teve origem em 2002 na Câmara dos Deputados e ainda está em tramitação. Em 2008, várias ONGs, incluindo a Fundação SOS Mata Atlântica, e representantes de empresas reunidas na “Ação pelo IR Ecológico” lutaram para que o projeto estivesse na pauta da Câmara. Durante o ano de 2009, a SOS Mata Atlântica junto com este movimento, continuará trabalhando para que esta medida seja concretizada.

A regulamentação desta iniciativa é fundamental para estimular a colaboração das pessoas às causas ambientais. Plataforma Ambiental – Desde 1989, como forma de trazer a contribuição da sociedade civil para a proteção do Bioma Mata Atlântica e buscar o compromisso dos governos locais para uma agenda socioambiental, a Fundação apresenta aos candidatos e eleitores a Plataforma Ambiental, uma coletânea de princípios que subsidiam a população para que se cobre a conservação ambiental, convocam o Legislativo para a discussão de instrumentos legais referentes a políticas ambientais e promovem a mobilização social e a gestão participativa.

No ano de 2008, com as eleições municipais, a SOS Mata Atlântica lançou a Plataforma Ambiental para Candidatos a Prefeitos e Vereadores. Agora, o intuito é capacitar e incentivar os eleitores a cobrarem as promessas assumidas nas campanhas, fiscalizando o que foi prometido para preservar os recursos naturais. Agende-se para os eventos da SOS Mata Atlântica em 2009.

A Fundação SOS Mata Atlântica participa e promove diversos eventos ao longo do ano para que as pessoas conheçam melhor este Bioma e as questões relacionadas à floresta. Este é um lembrete dos principais eventos em que a Fundação marca presença. Ao decorrer do ano, daremos mais detalhes sobre estas e outras ações, mas você também pode acompanhar as novidades pelo nosso portal http://www.sosma.org.br/.Fórum Social Mundial – 27 de janeiro a 1º de fevereiroA oitava edição do encontro acontecerá em Belém (PA) e terá como tema a Amazônia.

A Fundação participará deste evento promovendo duas oficinas. A primeira terá o título “Voluntariado Socioambiental” e mostrará o modelo usado no grupo de voluntariado da SOS Mata Atlântica, para que outras ONGs possam aprender as técnicas utilizadas pela Fundação. A segunda oficina será ministrada pelos educadores ambientais do programa Rede das Águas e vai mostrar a técnica do projeto “Observando os Rios”. Para mais informações sobre a programação acesse o site do Fórum Social Mundial. Viva a Mata – 22 a 24 de maioO evento é promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica e celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica.

A quinta edição do Viva a Mata acontecerá no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e conta com diversas atividades gratuitas, como palestras, oficinas e exposições. Nas semanas anteriores e posteriores ao Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio) também devem acontecer ações de conscientização em outras cidades, como Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ). Reunião para novos Voluntários – 13 de fevereiro, 8 de maio, 17 de julho, 18 de setembro e 6 de novembro.

A SOS Mata Atlântica possui um grupo de voluntários com mais de 200 integrantes e que completará 12 anos em 2009. As reuniões acontecem na sede da Fundação, que fica na Rua Manoel da Nóbrega, 456, Paraíso, São Paulo, às 20 horas. Para mais informações escreva para voluntariado@sosma.org.br Parque Nacional do Iguaçu completa 70 anos. No próximo sábado (10 de janeiro), a cidade de Foz do Iguaçu (PR) comemora os 70 anos do Parque Nacional do Iguaçu, que abriga as famosas cataratas de mesmo nome e que faz parte do Bioma Mata Atlântica.

Para celebrar o aniversário do Parque Nacional mais visitado do país, será lançado um livro e acontecerão shows do cantor Guilherme Arantes e do grupo Barbatuques, além do lançamento de um selo comemorativo que será utilizado nas correspondências da cidade. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o Parque, promoveu um importante trabalho de recuperação da memória, coletando mais de 4 mil imagens das Cataratas e região.

Este acervo ficará exposto ao público no Espaço Porto Canoas. O jornalista e ambientalista Marcos Sá Correa lançará o livro “Meu vizinho, o Parque Nacional do Iguaçu”, com depoimentos de pessoas que tiveram contato antes mesmo da sua inauguração em 1939. O acervo fotográfico e os depoimentos contidos no livro compõem o projeto “Memórias das Cataratas”. Para mais informações sobre o evento ligue para (45) 3521-8383 e para mais informações sobre o Parque acesse http://www.cataratasdoiguacu.com.br/ Concurso de fotografia tem como tema as aves brasileiras. Até o dia 2 de março estão abertas as inscrições do III Concurso Avistar Itaú BBA de Fotografias "Aves Brasileiras".

As imagens podem ser enviadas por meio do site do concurso e serão avaliadas por um júri composto por profissionais brasileiros e estrangeiros. Os vencedores receberão prêmios em dinheiro e as fotos ganhadoras serão expostas no IV Encontro Brasileiro de Observação de Aves, de 21 a 24 de Maio em São Paulo. A Avistar promove a observação de pássaros como uma atividade turística que pode contribuir para a preservação das espécies.

Para mais informações acesse o site do concurso. Aviso – Reforma ortográfica. A Fundação SOS Mata Atlântica está se adequando às novas regras ortográficas. Por enquanto os materiais continuam sendo redigidos nas regras anteriores. Agradecemos a compreensão. SOS Mata Atlântica

23 de janeiro de 2009

> Conversa entre amigos

Um dia fui convidado por um amigo para tomar um copo de leite, isso mesmo, um copo de leite. Você deve estar achando estranho alguém convidar você para tomar um copo de leite. Estava passando bem na hora da merenda escolar em uma sala improvisada no local de trabalho onde esse meu amigo estudava. Ele está em um curso de alfabetização para adultos; um senhor já de idade bem avançada, com uma grande vontade de aprender.

Travamos ali uma conversa animada com a participação efetiva da professora e outros alunos, relembrei quando vivia na roça, - pra quem não conhece, zona rural - a maneira como, a maioria de nós, tomávamos leite.  Usávamos sal enquanto a maioria usava açúcar. Falei, ainda da vida simples e como éramos felizes assim mesmo. Não tínhamos fogão a gás nem geladeira, mas nada se perdia.

Na falta da geladeira, e com uma grande quantidade de carne de porco produzida ali mesmo no sítio, minha mãe fritava toda aquela carne com a ajuda de vizinhos e guardava entre a própria gordura produzida.  Isso durava por longos meses como conserva, na hora do almoço ou jantar era só esquentar e saborear aquelas delícias de mistura.

Pude perceber que nesse bate papo despretensioso, ali havia pessoas que um dia também já viveram a mesma experiência.

Produzíamos quase tudo que consumíamos, comprávamos sal e macarrão. Naquela época não tínhamos luz elétrica e nossa iluminação era à base de lamparina, mesmo assim sobrevivemos a todas as dificuldades e estamos todos vivos (7 irmãos) para contar um pouco da história.

Hoje parece que foi dia de relembrar um passado não muito distante, ao lado de outros amigos de trabalho. Em outro momento estávamos observando os passarinhos se alimentando com frutas colocadas para os mesmos.  Pássaros soltos que vivem sem muita alternativa de sobrevivência nas grandes cidades. Precisamos zelar pela natureza e ensinar a essa geração que muitas espécies não poderão ser mais vistas no meio ambiente em que vivemos.

A conversa rolava solta quando relembramos de várias delas que se extinguiram ou estão à beira da extinção. Eu disse a esse amigo que tive a oportunidade, ele também teve, de conhecer soltas na natureza diversas espécies hoje quase inexistentes, onde existia,  não existe mais por falta de consciência e a grande devastação de seu habitat restou apenas uma enorme degradação do meio ambiente muitas vezes irrecuperável.

Talvez seja eu um saudosista, mas confesso que vivi uma época em que presenciei a destruição de grandes florestas. A natureza até hoje batalha para sua recuperação, os animais estão retornando e aos poucos, aqueles que conseguiram escapar da sanha do homem hoje estão retornando para alegria dos preservacionistas. Não sei até quando podemos viver em harmonia com o meio ambiente; mas precisamos aprender a respeitar o meio em que vivemos tão maltratado e poluído, tudo isso feito em nome do progresso.

Parece-me que hoje já estamos vendo um maior investimento nesse sentido. Rios onde antes existiam peixes veem hoje o esgoto correndo sem nenhum tipo de tratamento, não merecemos tanto descaso das autoridades deste país que pouco fazem diante de tudo que é arrecadado de cada um de nós.

Mas voltando ao assunto, me orgulho de ter nascido em meio à natureza e poder observá-la de perto, os chupins é um caso a parte, como são exploradores, acho que os políticos aprenderam com eles. Diversas vezes deparei com os mesmos destruir os ovos do tico-tico fêmea e substituir pelo seu.

Um dia resolvi fazer justiça com as próprias mãos, descobri uma fêmea de chupim procurando um ninho, fiz o que ela sempre fez com sua escrava, antes que chupasse os ovos retirei-os e protegi. Aguardei pacientemente sua volta à casa alheia, quando a colocou seus ovos providenciei a troca, no outro dia repeti a operação; assim evitei a exploração mais uma vez de um pássaro inocente e indefeso que na maioria das vezes mesmos vendo a diferença de cor trata aquela enorme ave que prolifera à custa do trabalho escravo. Temos muitos chupins entre nós mesmo não ocupando nossos ninhos. É a natureza ditando as regras.
J.Araújo

16 de janeiro de 2009

>Não esqueci...

Este espaço está desatualizado. Vim aqui dar uma satisfação. Sabe, me envolvo tanto em www.kidureza.blogspot.com que acabei relaxando com este. Isto não quer dizer que esqueci minhas raizes de jeito nenhum, estarei viajando pra lá ainda este mes se Deus quiser.

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