Pular para o conteúdo principal

Postagens

Carreta com cosméticos tomba na Fernão Dias e deixa motorista preso às ferragens

Postagens recentes

Memórias: "A verdade de um revolucionário"

Arquivo web  "Ponha-se na presidência qualquer  medíocre, louco ou semi-analfabetos e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará a sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem de que tudo quanto faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em sábio, um louco em gênio equilibrado, um primário em estadista. Um homem nessa posição, empunhando nas mãos as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se em um monstro perigoso. Enquanto esse monstro é dirigido e explorado apenas pela lisonja, bajulado pela côrte, Nação sofre prejuízos de monta, é verdade, mas apenas,  danos materiais em sua maioria e morais alguns. Quando, porém, sua roda é formada ou dominada por um bando refece de demônios, nesse momento a Nação corre os mais sérios perigos" Mourão Filho, Memórias: a Verdade de um Revolucionário, 1978, p. 16.  O general morreu em 1972, portanto não c...

No Brasil parece que o tempo não passa e a história é sempre a mesma

Imagem web Uma vez os índios xavantes colocaram o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em uma roda de dança, quando perguntaram para o mesmo qual era o significado ele disse que era a dança dos guerreiros, mas o líder Arimateia Xavante, disse que na verdade aquela era a " dança da cura ". O que dá para supor que o governo está doente. Toda a encenação, segundo os índios era para chamar a atenção da sociedade pelas ações da Polícia Federal, de matar e desrespeitar os índios, segundo as lideranças indígenas.  Agora imagina se por causa de promessas não cumpridas e desrespeito ao povo se resolvesse colocar os ministros para dançar. Brasília ia se tornar um verdadeiro salão de dança e os brasileiros regentes da orquestra. Enquanto Brasília se tornaria o único lugar onde o povo é dono do grande salão de baile, mas ao mesmo tempo estaríamos num grande circo chamado Brasil.  Estou aqui imaginando, se os índios estavam dançando para curar doenças, seria interessante, do jeito q...

Alexandre de Moraes: De “defensor da democracia” a “ditador de toga”

Foto: STF  É curioso como a política brasileira consegue transformar heróis em vilões sem sequer trocar a roupa. Ontem, Alexandre de Moraes era apresentado por muitos como um dos grandes defensores da democracia brasileira. Hoje, seus adversários o chamam de “ ditador de toga ” e, muitas vezes com razão pelo comportamento e decisões que o mesmo tomou afrontando a própria Constituição Federal. A toga é a mesma. O Supremo é o mesmo. O homem é o mesmo. Então, o que mudou? Talvez alguns venham a dizer que tenha mudado a maneira como cada brasileiro passou a enxergar o poder, mas pelos últimos acontecimentos e provas descobertas contra o próprio ministro não tem como contextá-las. Para uns, Moraes representa a própria resistência das instituições contra ataques à democracia. Para outros, suas decisões ultrapassaram limites que deveriam existir justamente para proteger essas instituições. E aí mora o problema. Porque democracia não pode funcionar como aquelas placas de trânsito que só va...

Vergonha reconhecida é o começo da mudança.

Em 15 de setembro, uma ministra do STF afirmou estar “ envergonhada ”, e pediu desculpas. Estou envergonhada. E isso basta? Confesso que a frase me chamou atenção. “Estou envergonhada” disse. Não foi dita numa mesa de bar, numa roda de amigos ou numa conversa de corredor. Foi pronunciada no plenário do Supremo Tribunal Federal, pela ministra Cármen Lúcia, diante de uma crise que ela própria reconheceu estar produzindo um “ mal-estar cívico ” entre os brasileiros. E talvez essa seja uma das frases mais importantes ditas recentemente dentro daquela Corte que já foi uma das instituições mais respeitada juntamente com o Exército Brasileiro. Mas fica uma pergunta que o cidadão comum não consegue evitar: Estar envergonhada basta? Porque o brasileiro conhece bem essa história. Quando alguma coisa dá errado, alguém pede desculpas. Quando a conta chega, alguém lamenta. Quando a situação fica insustentável, aparece uma palavra bonita: “constrangimento”. Mas, e depois? Depois a vida continua. E a...

Ao plantar significa que pretendemos colher daquilo que plantamos?

Arquivo pessoal  Nem sempre! Hoje resolvi colher o que plantei há algum tempo. Plantar é um ato de fé: quem planta, de alguma maneira, acredita na colheita, por isso é tão importante a semente que escolhemos para ser semeada. A frase também pode ganhar um sentido espiritual e existencial muito bonito: Ao plantar, declaramos que esperamos colher. Toda semente carrega uma expectativa de futuro. Quem planta maldade, ódio, raiva, desamor você acha que a pessoa que faz isso que colher o que ela plantou? Acredito que não! Quem planta amor espera encontrar amor; quem planta bondade espera frutos de bondade; quem planta fé acredita que, no tempo certo, Deus fará nascer aquilo que hoje ainda está escondido debaixo da terra a qual esperamos que germine. Na Bíblia, essa ideia aparece com força em Gálatas 6:7: “ Tudo o que o homem semear, isso também colherá .” Uma árvore boa produz bons frutos porque as ações de uma pessoa refletem o seu caráter verdadeiro.  As atitudes revelam quem a pe...

Quando os bois resolveram enfrentar a autoridade

Arquivo pessoal Há imagens que parecem inventadas. Essa não é. Em Goiás, alguns bois decidiram que já era hora de deixar o pasto e conhecer de perto uma instituição que, teoricamente, representa a autoridade e essa é a Polícia Militar do Estado. E não foram para fazer uma visita de cortesia. Foram para o confronto. Avançaram contra as viaturas, enfrentaram a movimentação dos policiais e chegaram até a estrutura da corporação na tentativa de invasão do quartel. Foi então que surgiu uma pergunta inevitável: O que acontece quando alguém — ou algum boi — perde o medo da autoridade? Calma. Não estou chamando ninguém de boi. Estou falando dos bois. Mas é difícil olhar para aquela cena sem enxergar uma metáfora do Brasil. Durante muito tempo, fomos ensinados que bastava mostrar a farda, a autoridade, o cargo ou o poder para que todos obedecessem. Os bois, aparentemente, não receberam esse comunicado. Eles olharam para as viaturas e disseram, em sua linguagem bovina: “Daqui vocês não passam.” ...