A história do desabamento do Cine Rink em Campinas (SP) é uma das tragédias mais marcantes da história da cidade. O Cine Rink, um prédio com uma longa história ficava na esquina da Rua Barão de Jaguara com a Rua Conceição, no centro de Campinas, SP.
Imagem web
No dia 16 de setembro de 1951, um domingo à tarde, o cinema estava cheio — sua capacidade era estimada em cerca de 1.200 pessoas — durante uma sessão de matinê, exibindo filmes como “Os salteadores” e “Amar foi minha ruína”.
Por volta das 15h18, uma das vigas que sustentava o telhado se soltou e caiu sobre o forro, que não resistiu ao peso. Isso desencadeou o colapso de uma grande parte da cobertura, atingindo em cheio os espectadores que estavam sentados nas partes centrais da sala.
Cerca de 25 pessoas morreram imediatamente no local, e outras 15 morreram nos dias seguintes, somando cerca de 40 vítimas fatais. Mais de 400 pessoas ficaram feridas, muitas gravemente, devido à queda de madeira, pregos, telhas e destroços.
A tragédia do Cine Rink se tornou um luto coletivo em Campinas. O enterro das vítimas mobilizou milhares de pessoas, interrompendo a rotina da cidade e deixando marcas emocionais profundas na comunidade.
As causas exatas da queda nunca foram totalmente esclarecidas. Havia indícios de que a estrutura antiga, projetada originalmente para outras funções (não como sala de cinema), já estava fragilizada. Também havia relatos de que a construção poderia ter sido afetada pela idade e falta de adaptações adequadas ao longo das décadas.
Na época não existiam protocolos modernos de segurança ou serviços especializados em desastres, então grande parte do resgate foi feito por pessoas comuns, taxistas, farmácias próximas e até profissionais que estavam em um jogo de futebol próximo.
A tragédia do Cine Rink marcou profundamente a cidade de Campinas, lembrada até hoje em memórias e relatos históricos como um dos momentos mais dolorosos do século XX — especialmente porque ocorreu num domingo de lazer, transformando diversão em tragédia.
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