O dia em que Emil Rached “não coube no Fusca” virou quase uma lenda urbana em Campinas e no interior paulista. Com seus mais de 2,25 metros de altura - e em algumas épocas apontado até pelo Guinness como o homem mais alto do Brasil - qualquer carro popular parecia brinquedo perto dele. Imaginar Emil entrando num Fusca era quase uma cena de cinema: primeiro vinha a tentativa de dobrar as pernas, depois a cabeça inclinada no teto, um braço procurando espaço, e quem assistia já começava a rir antes mesmo do carro sair do lugar. Resultado: O homem não conseguia entrar no fusca. Naqueles tempos, o Fusca era símbolo do brasileiro comum: pequeno, resistente e apertado. Já Emil parecia um personagem fora do padrão pode se dizer fora de escala, como se tivesse saído de outro mundo para andar pelas ruas de Campinas. E justamente esse contraste que fez dele uma figura tão inesquecível. Muita gente da época conta histórias parecidas: bancos empurrados até o fim; joelhos encostando no painel; cabeç...
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