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O "blogueiro" e o "chapista" desmoralizam a esquerda e chegam ao centro do poder mundial

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Enquanto comentaristas brasileiros ironizavam a possibilidade do encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, o encontro aconteceu dentro da Casa Branca, com registro fotográfico e repercussão internacional.

Enquanto setores da esquerda chamavam Paulo Figueiredo de “blogueiro”, ele aparecia no Salão Oval ao lado do presidente americano.

Enquanto Eduardo Bolsonaro era reduzido ao rótulo de “chapista”, consolidava-se como peça de interlocução política entre Brasil e Estados Unidos.

O choque entre narrativa e realidade. A política é, em grande parte, disputa de narrativa. Mas há momentos em que a realidade se impõe de maneira incontestável.

A imagem de Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro na Casa Branca representa exatamente o colapso de uma caricatura construída durante anos pela militância político-midiática.

Pode-se discordar deles. Pode-se criticar suas posições. Isso faz parte da democracia.

O que já não é mais possível é fingir que são personagens irrelevantes.

Porque personagens irrelevantes não influenciam debates diplomáticos internacionais.

Personagens irrelevantes não ajudam a pautar sanções discutidas no exterior. 

Personagens irrelevantes não articulam encontros presidenciais na Casa Branca. 

E, sobretudo, personagens irrelevantes não provocam tamanho esforço coordenado de desqualificação por parte da imprensa militante. 

No fim, a ironia da história é evidente. O “blogueiro” e o “chapista” chegaram exatamente ao lugar onde seus críticos jamais imaginaram vê-los: o centro do poder mundial.

(a) Henrique Alves da Rocha, 

Cel da PMSE

Fonte: Jornaldacidadeonline 

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