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19 de agosto de 2016

>Na falta de assunto

Arquivo pessoal
Na direção dessa carga perigosa, nesse cai não cai, deve estar alguém que pensa, ama, briga, chora, grita, mas também cala.  E fica sem saber o que dizer quando o silencio ganha o espaço das palavras nesse mundo agitado. 

Já dizia o poeta que “o silencio vale mais que mil palavras”. Quando você não tiver nada o que dizer, escreve.  Aí você pode até perguntar:  , mas, escrever sobre o que?  

Aí uma boa pergunta,  escreve sobre a falta de assunto. Já falei e escrevi sobre o amor e o desamor, já falei e escrevi sobre a esperança, sobre a saudade.  Principalmente, sobre a saudade. No momento vou escrever sobre a falta de assunto, sobre o nada.

Mas o nada se torna alguma coisa a partir do momento  que passamos a dar importância a ele. Pensei em falar das coisas da roça, do sítio, parei pra pensar descobri que já tinha falado sobre isso. Pensei em falar dos rios, das matas e da poluição em que vivemos. Descobri também já falei de tudo um pouco sobre essas coisas.
  
Quis falar da cidade e seus políticos, também já havia falado. Aí pensei, vou falar da minha e da cidade, rememorando já tinha falado não só da minha, mas também da cidade dos outros varias vezes. Pensei, pensei e descobri que na verdade eu não tinha nada de importante para escrever.

Pra dizer a verdade, eu tinha as palavras, mas as palavras não saiam, estavam entaladas na garganta. Percebi que estou sentindo um vazio verbal, hum! E agora, é verbal ou gramatical? Se for gramatical estou com fome de letras, o estomago está  cheio de alimentos, mas a alma anseia para gritar e o grito dos que calam são as palavras escritas, então resolvi que a partir de agora passo a valorizar o nada e assim e o nada passa a ser alguma coisa pra mim.

Peço a compreensão dos leitores, sei que não merece essa minha falta de assunto. E, na falta dele, o melhor a fazer é discutir como encarar o silencio que fala dentro de cada um nós mesmos sem sabermos como libera-lo e compartilhar com alguém.
(a) J Araújo

Um comentário:

  1. Meu amigo J Araújo, sei bem como é isso, sentimos, mas nem sempre podemos achar palavras para definir os nossos sentimentos, eis o que é isso, se vê de tudo, cada coisa que nem acreditamos quanto mais aos outros que porventura leem, né mesmo?
    Mas tens sim o dom de escrever e passar seus momentos, até aos que pensamos que não são importantes, mas creia, todos os nossos momentos são importantes, viver é isso!
    Abraços apertados!

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