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Faleceu homem de sangue raro que salvou milhões de vidas

Imagem AFP
O sangue dele vale 2,4 milhões de vidas. E ele tinha pavor de agulhas. O maior herói que a Austrália já produziu era um homem chamado James Harrison, que faleceu em 17 de fevereiro de 2025 aos 88 anos. E a primeira coisa que você precisa saber sobre ele é que ele tinha um medo mortal de agulhas. 

Imagine a cena: um garoto de 14 anos, em 1951, numa mesa de cirurgia. Uma operação massiva no peito, para remover um dos pulmões. Ele quase morreu. Para salvá-lo, os médicos usaram 13 litros de sangue doado por estranhos. 

Treze litros. O corpo humano tem em média 5 litros. Ele recebeu o sangue de um pequeno exército de anônimos.
Ao acordar, vivo, ele fez uma promessa a si mesmo, um pacto com a vida: "Alguém que eu não conheço salvou minha vida. Quando eu puder, vou fazer o mesmo. "E você? Quantas vezes você fez uma promessa no calor da emoção e a esqueceu na semana seguinte?

James não esqueceu. Aos 18 anos, ele cumpriu a promessa. E foi aí que o universo revelou seu plano. Os médicos descobriram algo no sangue dele. Algo tão raro, tão precioso, que mudaria a história da medicina.

Seu sangue continha um anticorpo único e superpotente, o Anti-D. Um anticorpo que era a cura para uma doença terrível que matava milhares de bebês todos os anos, a "doença hemolítica do recém-nascido", onde o sangue da mãe basicamente atacava o sangue do próprio filho.

Aquele garoto que foi salvo por sangue anônimo tinha, em suas veias, o antídoto.

E o que ele fez? Por mais de SESSENTA ANOS, a cada duas ou três semanas, James Harrison, o homem com pavor de agulhas, estendia o braço e doava seu plasma. Mais de 1.173 vezes. Ele virou uma lenda. O "Homem do Braço de Ouro". O sangue dele foi a base para desenvolver a vacina Anti-D, que hoje é dada a milhões de mães.

Ele nunca pediu um centavo. Nunca quis reconhecimento. Ele só queria pagar sua dívida.
Mas a grande virada de chave, a parte da história que vai te fazer chorar e acreditar em destino, é muito mais pessoal e avassaladora.

As pessoas olham para James Harrison e veem um herói que salvou milhões de estranhos. Que engano. Que visão limitada.
A vida, com sua ironia poética, colocou a história dele à prova da forma mais íntima possível.

A própria filha de James, Tracey, precisou da injeção. A injeção que só existe por causa do sangue do pai dela. O neto de James Harrison só está vivo hoje porque o avô, décadas antes, fez uma promessa e enfrentou seu maior medo repetidamente.

Ele não salvou apenas "2,4 milhões de bebês". Ele salvou o próprio neto. Ele garantiu a continuidade da sua própria família. O círculo se fechou.

James doou até os 81 anos, quando a lei australiana o obrigou a parar. A sua última doação foi um evento nacional. Um herói se aposentando.

James Harrison nos ensina que heroísmo não é ausência de medo. É ter medo e, mesmo assim, fazer a coisa certa. Não é sobre ter poderes. É sobre ter propósito.

E aí? O que você está fazendo com o superpoder que corre nas suas próprias veias? 💪

Fonte: G1, Australian Red Cross Blood Service

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