O Governo de São Paulo lançou o PSA Araucária, um edital de Pagamento por Serviços Ambientais desenhado para remunerar quem protege e multiplica a árvore.
Como funciona a bioeconomia na prática
Remuneração direta: O programa vai pagar até R$ 36 mil por produtor rural e R$ 250 mil para organizações sociais e cooperativas.
O recurso é depositado como recompensa pelo compromisso de conservar árvores pré-existentes, plantar novas mudas, implantar pomares e restaurar Áreas de Preservação Permanente (APPs).
O polo produtivo: O projeto-piloto está focado no município de Cunha (SP), localizado na Zona de Amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar. A cidade é estratégica: responde por mais de 95% de toda a coleta de pinhão no estado, com uma safra estimada em mais de 368 toneladas para 2026.
Critério de acesso: Para acessar o fundo, o produtor precisa ter sua situação fundiária e ambiental documentada, o que exige a inscrição regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Por décadas, a legislação precisou ser extremamente restritiva para impedir que a indústria madeireira varresse a Araucária do mapa. O efeito colateral e indesejado dessa proibição estrita foi que muitos proprietários rurais simplesmente pararam de plantar a espécie, enxergando o pinheiro como um "passivo" intocável que apenas engessava o uso da terra.
A implementação de um PSA inverte completamente essa dinâmica. Ao remunerar o agricultor familiar e fortalecer a cadeia extrativista sustentável do pinhão, o Estado transforma a árvore em um ativo econômico palpável.
Pagar por serviços ambientais não é caridade governamental, é investimento em resiliência climática. Quando a floresta em pé garante a geração de renda e a fixação do trabalhador no campo, ela deixa de ser um obstáculo para se tornar o melhor negócio da propriedade.
Uma boa ideia! Minas podia copiar o modelo.
Fonte: Fundação Florestal

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