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Diretor-geral da PF é "desmentido" por operação da própria PF

Fotomontagem 
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou em 1º de julho que Victor Henrique de Oliveira O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou em 1º de julho que Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira não tinham ligação com o PCC, contrariando as autoridades dos EUA, que no mesmo dia sancionaram a dupla por integrar uma rede de lavagem de dinheiro da facção.

Dois dias depois, na manhã desta sexta-feira (3), a própria PF desmentiu o chefe: deflagrou a Operação Exchange justamente contra Shimada e Stella, sob suspeita de lavarem mais de R$ 10 bilhões do tr@f1co internacional de dr0g@s, com possível vínculo com o PCC. Stella foi presa e Shimada segue foragido.

A operação cumpriu 11 mandados de prisão e 13 de busca em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, com sequestro de bens e criptoativos de até R$ 10,4 bilhões, e enquadra os alvos por associação cr1minosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os mesmos crimes que, segundo o diretor-geral, não teriam relação com a facção.

Em 48 horas, Andrei Rodrigues foi contrariado pela corporação que ele mesmo chefia, deixando duas leituras possíveis: ou minimizou publicamente a ligação dos alvos com o crime organizado, alinhando-se ao discurso do governo Lula contra as sanções americanas, ou desconhecia uma investigação bilionária conduzida pela sua própria instituição.

E não é a primeira vez que uma declaração do chefe da PF é contrariada pelos fatos. Em abril, Andrei afirmou que a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos EUA havia sido uma “ação coordenada” com a PF. 

A versão foi contestada pelo próprio Ramagem e por aliados, que sustentaram tratar-se de uma detenção estritamente migratória, e o episódio terminou com os EUA expulsando um delegado brasileiro ligado ao caso, acusado de tentar “contornar pedidos formais de extradição”.

A fala sobre os sancionados se inseriu no esforço do governo para classificar as sanções como “unilaterais” e criticar a política americana de tratar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Nunes Henrique de Oliveira não tinham ligação com o PCC, contrariando as autoridades dos EUA, que no mesmo dia sancionaram a dupla por integrar uma rede de lavagem de dinheiro da facção.

Dois dias depois, na manhã desta sexta-feira (3), a própria PF desmentiu o chefe: deflagrou a Operação Exchange justamente contra Shimada e Stella, sob suspeita de lavarem mais de R$ 10 bilhões do tr@f1co internacional de dr0g@s, com possível vínculo com o PCC. Stella foi presa e Shimada segue foragido.

A operação cumpriu 11 mandados de prisão e 13 de busca em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, com sequestro de bens e criptoativos de até R$ 10,4 bilhões, e enquadra os alvos por associação cr1minosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os mesmos crimes que, segundo o diretor-geral, não teriam relação com a facção.

Em 48 horas, Andrei Rodrigues foi contrariado pela corporação que ele mesmo chefia, deixando duas leituras possíveis: ou minimizou publicamente a ligação dos alvos com o crime organizado, alinhando-se ao discurso do governo Lula contra as sanções americanas, ou desconhecia uma investigação bilionária conduzida pela sua própria instituição.

E não é a primeira vez que uma declaração do chefe da PF é contrariada pelos fatos. Em abril, Andrei afirmou que a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos EUA havia sido uma “ação coordenada” com a PF. 

A versão foi contestada pelo próprio Ramagem e por aliados, que sustentaram tratar-se de uma detenção estritamente migratória, e o episódio terminou com os EUA expulsando um delegado brasileiro ligado ao caso, acusado de tentar “contornar pedidos formais de extradição”.

A fala sobre os sancionados se inseriu no esforço do governo para classificar as sanções como “unilaterais” e criticar a política americana de tratar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

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