Quem olha os prédios imensos da Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP), com apartamentos que passam de R$ 10 milhões, não imagina a realidade do outro lado do córrego: a praia dividida com o Jardim São Lourenço convive com esgoto, vazamentos e interdições sucessivas.
Moradores e banhistas relatam mau cheiro, água escura e trechos considerados impróprios para banho por várias semanas seguidas em pleno verão, enquanto novos empreendimentos continuam subindo na areia.
O problema não começou dia 7/02/2026. Há anos, um acordo entre construtoras, Sabesp e prefeitura previa obras de drenagem, rede coletora e três estações elevatórias para bombear o esgoto até o tratamento. Uma dessas estações simplesmente nunca saiu do papel.
Resultado: em dias de chuva, parte da rede transborda, ligações irregulares despejam dejetos na rede de águas pluviais e tudo desagua no mar. Em 2026, a companhia de saneamento chegou a ser multada após um vazamento que levou esgoto para o sistema de drenagem que deságua na praia. 💸
Para tentar reduzir o impacto, foi instalada até uma mangueira sob a ponte do córrego, despejando cloro na água antes de ela chegar ao mar, numa tentativa emergencial de minimizar contaminação.
Moradores antigos dizem que nunca tinham visto a praia ficar tanto tempo imprópria e cobram das autoridades a conclusão das obras prometidas, fiscalização sobre ligações irregulares e transparência total nas medições de qualidade da água.
Esse caso escancara um contraste doloroso: de um lado, condomínios de luxo com infraestrutura exemplar; do outro, um bairro vizinho com pendências históricas de saneamento que acabam sujando a mesma faixa de areia.
Saneamento básico não é “favor” nem detalhe estético – é questão de saúde pública, justiça social e respeito a quem vive, trabalha e frequenta a orla, independente do CEP.
Moradores e banhistas relatam mau cheiro, água escura e trechos considerados impróprios para banho por várias semanas seguidas em pleno verão, enquanto novos empreendimentos continuam subindo na areia.
O problema não começou dia 7/02/2026. Há anos, um acordo entre construtoras, Sabesp e prefeitura previa obras de drenagem, rede coletora e três estações elevatórias para bombear o esgoto até o tratamento. Uma dessas estações simplesmente nunca saiu do papel.
Resultado: em dias de chuva, parte da rede transborda, ligações irregulares despejam dejetos na rede de águas pluviais e tudo desagua no mar. Em 2026, a companhia de saneamento chegou a ser multada após um vazamento que levou esgoto para o sistema de drenagem que deságua na praia. 💸
Para tentar reduzir o impacto, foi instalada até uma mangueira sob a ponte do córrego, despejando cloro na água antes de ela chegar ao mar, numa tentativa emergencial de minimizar contaminação.
Moradores antigos dizem que nunca tinham visto a praia ficar tanto tempo imprópria e cobram das autoridades a conclusão das obras prometidas, fiscalização sobre ligações irregulares e transparência total nas medições de qualidade da água.
Esse caso escancara um contraste doloroso: de um lado, condomínios de luxo com infraestrutura exemplar; do outro, um bairro vizinho com pendências históricas de saneamento que acabam sujando a mesma faixa de areia.
Saneamento básico não é “favor” nem detalhe estético – é questão de saúde pública, justiça social e respeito a quem vive, trabalha e frequenta a orla, independente do CEP.

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