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Caminhonete - bomba mata soldado de 18 anos que prestava serviço militar obrigatório

Arquivo histórico 
Madrugada de 26 de junho de 1968, Ibirapuera. Uma caminhonete carregada com vinte quilos de dinamite foi arremessada contra o portão do Quartel-General do II Exército. 

O alvo eram os generais lá dentro. Mas a carga bateu num poste e parou antes de chegar perto deles. Mário Kozel Filho, soldado de dezoito anos, apelido 'Kuka', estava de guarda. 

Vendo a batida, ele correu pra socorrer o que achava ser uma vítima de acidente. A bomba explodiu na cara dele. Foi o único morto.

Os militantes da Madrugada de 26 de junho de 1968, Ibirapuera. Uma caminhonete carregada com vinte quilos de dinamite foi arremessada contra o portão do Quartel-General do II Exército. 

O alvo eram os generais lá dentro. Mas a carga bateu num poste e parou antes de chegar perto deles. Mário Kozel Filho, soldado de dezoito anos, apelido 'Kuka', estava de guarda. 

Vendo a batida, ele correu pra socorrer o que achava ser uma vítima de acidente. A bomba explodiu na cara dele. Foi o único morto. 

Os militantes da Vanguarda Popular Revolucionária escaparam em três Fuscas, espalhados em vários locais pela cidade para confundir a perseguição que logo mais viria.

A Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) foi uma organização de extrema esquerda que atuou contra a ditadura militar brasileira, defendendo a implantação de um regime socialista por meio da luta armada.

Anos mais tarde, um dos integrantes do grupo admitiu: 'o atentado não serviu pra nada, a não ser matar o rapaz.' 

Curiosamente, uma das integrantes do grupo que tirou a vida desse jovem era nada mais, nada menos que a ex-guerrilheira Dilma  Rousseff, que mais tarde viria a ser presidente da República. 

A bomba feita pra derrubar a ditadura matou um garoto pobre que prestava o serviço militar obrigatório havia seis meses. Porém para a esquerda o que menos importava era vidas.

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