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| Imagem/EM |
Fui à Cidade Administrativa para protocolar um pedido de informações ao Governo do Estado de Minas Gerais.
Antes de tudo, é importante separar as coisas. Quando se fala em cargos de confiança, muita gente imagina milhares de indicações políticas. Não é bem assim.
A folha oficial registra cerca de 21,9 mil pessoas com algum cargo, função ou gratificação de confiança. Nesse total estão diretores de escola, chefias exercidas por servidores efetivos, funções gratificadas e diversas outras situações.
O recorte que interessa é outro.
Nos dados oficiais de abril de 2026, encontrei 2.598 cargos de Direção e Assessoramento (DAD) ocupados por pessoas que não aparecem na base com cargo efetivo informado. Esses cargos representam aproximadamente R$ 14,8 milhões por mês, ou cerca de R$ 178 milhões por ano.
Então, apareceu um dado que merece esclarecimento: 658 desses cargos têm a unidade de exercício identificada apenas como “informação sigilosa”.
Não estou fazendo acusações. Estou fazendo perguntas. Qual é o fundamento legal desse sigilo? Quem o determinou? Qual é o prazo? Em qual município essas pessoas trabalham? Quem acompanha e atesta o serviço prestado?
Transparência é um dever do poder público.
Esses números também ajudam a desfazer uma crítica que alguns fazem à minha proposta de criar 10 Governos Regionais. Não quero criar mais cargos. Não quero aumentar a folha. Não quero construir outra Cidade Administrativa.
Minha proposta prevê uma estrutura enxuta, com 4 servidores por região, totalizando 40 pessoas. Isso representa apenas 1,5% dos 2.598 DADs identificados nesse levantamento.
Ou seja, é possível aproximar o Governo de Minas Gerais dos 853 municípios sem ampliar a máquina pública. A ideia é reorganizar a estrutura que já existe para que ela esteja mais perto das cidades, acompanhando obras, convênios, indicadores e demandas da população de forma permanente.
É assim que acredito que Minas Gerais pode governar melhor: com mais presença, mais transparência e mais responsabilidade.👇

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