Quando a política entra no caixa das empresas: a onda de boicotes após as eleições de 2026 continua a todo vapor. O resultado das urnas passou, mas a disputa política continua.
Depois do segundo turno das eleições de 2026, teve início uma onda de boicotes a empresas que começou a ganhar espaço, transformando o consumo em mais uma ferramenta de manifestação política.
Afinal, em uma democracia mesmo que relativa ckko o Brasil, ninguém é obrigado a apoiar uma empresa, consumir seus produtos ou concordar com seus posicionamentos.
Mas também é preciso distinguir o direito legítimo ao boicote da perseguição, da intimidação e da tentativa de silenciar quem pensa diferente.
O que chama a atenção, porém, é a dimensão que essa reação vem tomando e parece que o professor que ensinou essa técnica de boicotes foi nada mais nada menos que Fernando Hadad ensinando como boicoitar as empresas.
Reportagens publicadas nos dias 27 e 28 de outubro registraram listas de estabelecimentos comerciais, ameaças a empresários e até manifestações defendendo a demissão de trabalhadores por suas preferências políticas.
Mas precisamos colocar algumas coisas em perspectiva. O consumidor tem o direito de escolher onde gastar seu dinheiro. Se não concorda com o posicionamento político de uma empresa, pode simplesmente deixar de comprar nela. Isso é liberdade de escolha.
Uma democracia não pode funcionar assim: quem ganha não pode perseguir quem perdeu, e quem perde não pode transformar sua indignação em instrumento de intimidação.
Não podemos defender liberdade apenas quando ela favorece nossas convicções. Liberdade de verdade é respeitar até mesmo quem pensa diferente de nós.
Porque, no final das contas, uma coisa precisa ficar muito clara: o estabelecimento comercial não é propriedade de um partido, o emprego não pode depender do voto e o direito de trabalhar não pode ser condicionado à ideologia de ninguém. Video abaixo Gustavo Gayer

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