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O "filho de Cristina" que se tornou presidente da República

Retrato oficial, 1918
Delfim Moreira da Costa Ribeiro foi o 10º presidente do Brasil, governando entre 15 de novembro de 1918 e 28 de julho de 1919, durante a chamada República Velha.

Delfim Moreira da Costa Ribeiro nasceu em Cristina, Minas Gerais, em 7 de novembro de 1868. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, e construiu sua carreira política em Minas Gerais, onde foi deputado, secretário do Interior e presidente (governador) do estado entre 1914 e 1918.

Em 1918, foi eleito vice-presidente na chapa de Rodrigues Alves. Porém, Rodrigues Alves contraiu a gripe espanhola antes da posse e morreu em janeiro de 1919 sem assumir o cargo. 

Pela Constituição da época, Delfim Moreira assumiu interinamente a Presidência da República até que novas eleições fossem realizadas.

Seu governo ocorreu em um período muito difícil para o país devido às várias crises a ser enfrentadas, dentre elas podemos citar as consequências da Primeira Guerra Mundial; a Epidemia da gripe espanhola e greves e agitações sociais em diversas cidades brasileiras.

Além disso, Delfim Moreira enfrentava sérios problemas de saúde, que limitava sua atuação. Muitos chamam seu governo de "Regência Republicana", porque grande parte das decisões acabavam sendo conduzidas por seus ministros, especialmente Afrânio de Melo Franco.

O fim do governo. Novas eleições foram realizadas em 1919, e o vencedor foi Epitácio Pessoa. Quando ele tomou posse em julho de 1919, Delfim Moreira deixou a Presidência e voltou ao cargo de vice-presidente.

Delfim Moreira faleceu em 1º de julho de 1920, aos 51 anos, enquanto ainda exercia a vice-presidência da República. 

Seu principal legado foi garantir a continuidade constitucional do governo brasileiro durante uma das maiores crises sanitárias e políticas da história do país.

E um fato curioso é que ele é lembrado como o presidente que governou o Brasil durante o auge da gripe espanhola e cuja saúde debilitada fez com que seu mandato fosse um dos mais atípicos da história republicana brasileira. 

Em 1938, quando Soledade de Itajubá, se emancipa de Bela Vista de Itajubá, passa ser denominação de Delfim Moreira em homenagem ao ex-presidente da República.  

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