Por meio das redes sociais tomamos conhecimento do que vem acontecendo nos bastidores dos 3 poderes da República, deparamos com as mais altas autoridades de todos eles envolvidas em escândalos cada vez mais escabrosos e isso mina a confiança.
E quando a confiança na Justiça diminui, o problema vai muito além de uma decisão judicial que desagrada esse ou aquele. Independente de ideologia, posição social e poder a justiça deveria ser para todos.
É a própria sensação de que as regras valem para todos que começa a ser questionada.
A Justiça precisa ser mais do que correta; ela precisa ser correta e ser imparcial aos olhos da sociedade. O símbolo da justiça de olhos vendados é exatamente para que ela não veja quem está sendo julgado.
Quando decisões semelhantes recebem tratamentos diferentes, quando há dúvidas sobre limites entre os poderes ou quando o cidadão sente que não consegue compreender os critérios utilizados, nasce uma pergunta perigosa:
“A Justiça está sendo feita para todos da mesma maneira?”
E confiança, uma vez perdida, não se recupera com discursos. Recupera-se com transparência, coerência, respeito às leis e decisões que demonstrem independência acima de tudo.
Porque uma democracia pode sobreviver a uma decisão errada. Pode até sobreviver a uma crise política.
Mas quando o cidadão deixa de acreditar que a Justiça é o último lugar onde ele encontrará equilíbrio, alguma coisa muito séria começa a se romper. Diante desse cenário surge a primeira reação.
Em um
manifesto público mais de 3.000 (três mil) entidades da sociedade civil
organizada se posicionam para cobrar esclarecimentos do Supremo Tribunal
Federal (STF) sobre os episódios recentes envolvendo integrantes da Corte.
Em determinado trecho o grupo diz o seguinte:
“A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social”, diz o manifesto".
A Justiça não pode exigir confiança. Ela precisa conquistá-la todos os dias
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