Imagem: Felipe Sampaio/STF Não morreu o Supremo Tribunal Federal. Mas ontem, 15 de setembro de 2026, alguma coisa morreu dentro dele. Talvez tenha sido o silêncio respeitoso entre seus ministros. Talvez tenha sido aquela imagem de uma Corte acima das disputas, onde as divergências terminavam no voto e não em acusações públicas. Ou talvez tenha sido algo ainda mais importante: a confiança de uma parcela da sociedade de que, quando os ministros do Supremo entram em conflito, existe uma instituição suficientemente forte para separar o interesse público das disputas internas. O que o Brasil viu ontem não foi um funeral com caixão. Foi um funeral de simbolismos. De um lado, ministros defendendo posições diferentes sobre processos que envolvem os próprios integrantes da Corte. De outro, acusações, respostas e confrontos públicos. O julgamento sobre a tramitação dos casos relacionados a Alexandre de Moraes e André Mendonça acabou suspenso após o pedido de vista de Flávio Dino. E ta...
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