"Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabetos e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará a sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem de que tudo quanto faz está certo.
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Um homem nessa posição, empunhando nas mãos as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se em um monstro perigoso.
Enquanto esse monstro é dirigido e explorado apenas pela lisonja, bajulado pela côrte, Nação sofre prejuízos de monta, é verdade, mas apenas, danos materiais em sua maioria e morais alguns.
Quando, porém, sua roda é formada ou dominada por um bando refece de demônios, nesse momento a Nação corre os mais sérios perigos"
Mourão Filho, Memórias: a Verdade de um Revolucionário, 1978, p. 16.

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