Os advogados Hélio Garcia Júnior e Taniéli Telles questionam as condições impostas à cabeleireira, que ficou conhecida por escrever a frase “perdeu, mané” com batom na estátua A Justiça, durante os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo a defesa, apesar da mudança de regime, Débora continua submetida a restrições que dificultam o exercício de direitos e atividades cotidianas.
Entre os pontos contestados estão a proibição de utilizar a internet, conceder entrevistas, receber determinadas visitas e realizar deslocamentos sem autorização judicial.
Os advogados também solicitam regras mais claras para permitir que Débora trabalhe, estude, acompanhe os filhos à escola e cuide da própria saúde, sem precisar pedir autorização judicial individualmente para cada atividade.
A defesa classificou a situação como um “semiaberto fake”, argumentando que as restrições mantidas seriam incompatíveis com as condições esperadas para o regime concedido.
O recurso busca esclarecer e modificar essas limitações para que Débora possa exercer, na prática, os direitos correspondentes ao regime semiaberto.
O caso volta a colocar em discussão as condições de cumprimento da pena impostas à cabeleireira e os limites das restrições determinadas pela Justiça.
Fonte: Paulo Figueiredo

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