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| Imagem ilustrativa |
Geralmente, essa expressão é usada para descrever, de
maneira pejorativa, uma pessoa que estaria frustrada, ressentida ou
emocionalmente insatisfeita e, por isso, demonstraria amargura, irritação ou
hostilidade.
Mas “mal-amada” não é um diagnóstico psicológico. Na verdade, é uma pessoa que age com ressentimento deseja o mal aos outros, pode estar passando por frustrações, conflitos, inveja, raiva ou outras dificuldades emocionais — mas isso não permite concluir que seja simplesmente porque a pessoa “não é amada”.
Porque tem gente que não quer ser feliz.
Quer apenas que aqueles que ela não gosta não seja.
Parece estranho?
Mas basta observar.
Você recebe uma boa notícia.
Ela fecha a cara.
Você vence.
Ela procura um defeito.
Você prospera. Ela encontra uma explicação para diminuir sua conquista.
Você sorri.
Ela se incomoda.
Você cai. Ela quase comemora se tiver perto de você quer pisar.
É assim que funciona o ressentimento.
Não precisa de convite.
Entra pela porta dos fundos.
E, quando percebe, já está morando dentro da pessoa.
Não é necessariamente falta de amor.
Às vezes, são frustrações que foram acumuladas, feridas que
nunca foram cuidadas e ressentimentos que acabaram virando uma maneira de
enxergar o mundo.
E o ressentimento tem um hábito curioso:
essas pessoas nunca quer sofrerem sozinhas.
Por isso, procura companhia.
Se não consegue subir, tenta puxar alguém para baixo.
Se não consegue brilhar, tenta apagar a luz do outro.
Se não consegue conquistar, tenta desmerecer quem
conquistou.
E quando não consegue destruir?
Finge que não se importa.
Mas observa.
Ah, como observa!
Sabe da vida de todo mundo.
Quem separou.
Quem casou.
Quem comprou.
Quem vendeu.
Quem ganhou.
Quem perdeu.
Quem está prosperando.
Quem está passando dificuldades.
Tem tempo para tudo.
Só não tem tempo para olhar para dentro de si mesmo.
Porque olhar para dentro dói e como dói.
Lá estão as feridas.
As frustrações.
Os fracassos.
As escolhas erradas.
Os sonhos abandonados.
E, principalmente, aquilo que ninguém consegue esconder por
muito tempo:
a própria insatisfação.
Então fica mais fácil falar mal dos outros.
Mais fácil criticar.
Mais fácil invejar.
Mais fácil torcer contra.
Mais fácil desejar que alguém caia.
Porque, enquanto aponta o dedo para o outro, não precisa
encarar o próprio espelho.
Mas existe uma coisa que talvez ainda não tenha entendido.
Desejar o fracasso de alguém não produz sucesso.
Falar mal de alguém não melhora a própria vida.
Diminuir uma pessoa não faz ninguém crescer.
E comemorar a queda do outro não transforma ninguém em
vencedor.
No máximo, revela o tamanho do vazio que a pessoa tem.
E aqui está a ironia:
Enquanto alguém perde tempo tentando destruir a felicidade
dos outros, os outros continuam vivendo.
Continuam trabalhando.
Continuam sorrindo.
Continuam construindo.
Continuam seguindo em frente.
E quem torce contra?
Continua olhando.
Continua comparando.
Continua se incomodando.
Continua preso à vida de quem jurou não suportar.
Que desperdício!
Talvez esteja na hora de entender uma coisa:
a felicidade dos outros não diminui a sua.
A vitória de alguém não rouba a sua oportunidade.
O brilho de alguém não apaga a sua luz.
E o sucesso do outro não é uma ofensa pessoal.
Mas existe uma verdade ainda mais dura:
Quem vive desejando o mal dos outros acaba se tornando
prisioneiro da vida que mais detesta: a própria.
E essa é a verdadeira pancada:
Você pode até tentar destruir a felicidade de alguém.
Mas, se essa pessoa continuar feliz, quem terá sido
destruído no final?
Pense nisso!

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