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A trajetória de um policial "justiceiro" que atuava nas sombras

A trajetória de Cabo Bruno, o policial que se tornou o maior assassino da PM de SP e foi executado após 35 dias de liberdade

A história de Florisvaldo de Oliveira, o "Cabo Bruno", é um dos capítulos mais sombrios da segurança pública em São Paulo. Entre os anos 1980 e seu assassinato em 2012, ele personificou a violência de um esquadrão da morte, uma suposta conversão religiosa na prisão e um final trágico que permanece sem solução.

☠️ A ascensão do "justiceiro" da Zona Sul

Cabo Bruno era um soldado da Polícia Militar de São Paulo que, durante suas folgas, comandou um grupo de extermínio na periferia da capital.

Mais de 50 vítimas: Atuando principalmente no bairro de Pedreira (Zona Sul), ele foi acusado de mais de 50 assassinatos, muitos por encomenda de comerciantes.

Modus operandi violento: Executava as vítimas com múltiplos tiros, usando carros como Chevette e Opala, que frequentemente mudava de cor para não ser identificado.

Único sobrevivente: José Aparecido Benedito escapou ao se fingir de morto após levar oito tiros. Seu depoimento foi crucial para as investigações.

Sua prisão, em 1983, foi apenas o começo de uma série de fugas ousadas. Ele chegou a render carcereiros, fazer reféns e escapar do presídio militar Romão Gomes três vezes entre 1984 e 1990.

⚖️ Condenação e transformação no cárcere

Após 12 julgamentos, Cabo Bruno foi condenado a uma pena que, somada, ultrapassava os 100 anos de prisão. Nos anos seguintes, sua imagem começou a mudar:

Isolamento e conversão: Após sua última recaptura em 1991, ficou isolado por cinco anos na Casa de Custódia de Taubaté. Na prisão, converteu-se ao evangelicalismo, tornou-se pastor e começou a pintar quadros.

Progressão de pena: Em 2009, com base em laudos psicossociais favoráveis e bom comportamento, ele foi para o regime semiaberto. Em agosto de 2012, após quase 30 anos preso, recebeu liberdade definitiva pela Justiça de Taubaté. Ver blog

💀 35 dias de liberdade e uma execução

A liberdade durou pouco. Na noite de 26 de setembro de 2012, ao voltar de um culto em Aparecida (SP) para sua casa em Pindamonhangaba, Cabo Bruno foi abordado por dois homens.

Ataque preciso: Os atiradores dispararam cerca de 20 tiros contra ele, que estava no banco do passageiro. Sua esposa e genro, que estavam no carro, não foram feridos.

Investigação inconclusiva: A polícia tratou o caso como uma execução, mas ninguém foi preso pela sua morte. O crime permanece impune.

Seu assassinato encerrou a vida de um homem que, para alguns, era um "justiceiro", e para outros, um exemplo brutal da violência policial e da falência do sistema.

Conheci essa lenda quando estivemos internados no HM (Hospital Militar) em São Paulo no bairro Água Fria, no final dos anos setenta. 

Cabo Bruno simboliza uma era de violência extrema em São Paulo. Sua trajetória levanta debates sobre justiça, vingança e a possibilidade real de redenção.

Fontes: Reportagens do NP keitty  Brito e Wikipedia.

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